Sobriedade, bom gosto e personalização. Esses são os ingredientes que compõem o trabalho de Luiz Pedro, um dos decoradores mais requisitados de Brasília. Depois de uma longa conversa com o cliente, ele cria seu projeto e dá vida aos sonhos de suas noivas. Conheça melhor este paraibano em perfil publicado originalmente na ICBSB 10.
Texto: Rafaela Céo
Estudando designer de interiores e com larga experiência em flores, o decorador Luiz Pedro define que as principais características do seu trabalho são o equilíbrio, o aconchego e a personalização.
Um caminho de muito trabalho, determinação e paciência. Assim pode ser definida a trajetória do decorador Luiz Pedro, 37 anos. Vindo de João Pessoa, capital paraibana, ele chegou a Brasília em abril de 1996, convidado por um amigo a conhecer a cidade. “Brasília me encantou logo no começo e vislumbrei novos horizontes na capital”, conta.
Depois de fazer um curso de arte floral, começou a trabalhar com decoração de eventos. Não demorou para o universo dos casamentos fazer parte de sua vida profissional. “Com muita tranquilidade, comecei a desenvolver meu trabalho, buscando qualidade e coisas novas. Fui um dos primeiros, por exemplo, a oferecer mesa de vidro em grande quantidade aos clientes”, afirma.
A busca constante pelo novo e os conhecimentos do curso de designer de interiores deram asas para a imaginação de um dos profissionais da área de decoração mais solicitados de Brasília. Tudo isso vem acompanhado de um bom gosto natural e de um olhar treinado para observar revistas, livros, ambientes, cidades, países. “No meu trabalho, gosto de deixar a marca do novo, do arrojado, mas sem exagero. Linhas mais retas e sobriedade são sempre bem-vindas”, destaca.
Outra grande preocupação do decorador é a personalização. Luiz Pedro conta que busca a identidade de seus clientes antes de apresentar uma proposta. “É possível ter os mesmos elementos, mas montar ambientes completamente diferentes. Posso trabalhar um arranjo para ser moderno, romântico ou despojado, é possível transformar a experiência. Mas essas coisas têm que estar de acordo com a identidade do cliente. Defendo que o mais importante é que ele ame a própria festa”, ressalta.
E para descobrir essa essência tão importante, o profissional tem algumas técnicas. Uma longa conversa é sempre o princípio. Luiz Pedro diz que primeiro procura entender o desejo do cliente, o que foi inicialmente pensado para a decoração, qual a expectativa. Depois que as intenções estão expostas, vem o momento de entrega dele. “Procuro descobrir quem é esse cliente. Depois que ele fala, entra em cena minha sensibilidade para trabalhar o que ele quer”, acrescenta.
Luiz Pedro explica ainda que cada escolha da noiva diz muito sobre o perfil dela e o que deseja para sua cerimônia e recepção. “Às vezes, ela não sabe dar um nome para seu estilo, mas ele está impresso nessas opções”, lembra.
Essa tranquilidade e respeito fazem parte do cartão de visitas do decorador que não economiza esforços e recursos na hora de diferenciar seu trabalho. “Tenho um apanhado de materiais de várias regiões do Brasil. Há itens que mando produzir com exclusividade e costumo garimpar móveis e estilos em feiras e antiquários. Ocupamos uma área de 1,5 mil metros quadrados onde funcionam um galpão de armazenamento e uma lavanderia. Há itens desde a linha clássica até a moderna, além de um conjunto de plantas ornamentais bastante expressivo”, indica.
Luiz Pedro ainda oferece a seus clientes arranjos delicadamente cuidados. “Aprendi a lidar com as flores, sei equilibrar um arranjo, misturar os tipos. A técnica de montagem é muito importante, além do conhecimento sobre as combinações mais interessantes – tudo isso agrega valor ao trabalho e tem um importante impacto sobre o resultado final”, ressalta o decorador que tem preferência pessoal pelas orquídeas, tulipas, lisiantus e astromélias que são, segundo ele, flores mais definidas e estruturadas.
O resultado de tamanha competência e variedade de produtos e ideias é um profissional bastante procurado. Luiz Pedro tem entre três e quatro eventos por fim de semana e faz questão de participar e acompanhar cada um. A jornada de trabalho costuma ser cansativa, mas também muito gratificante.













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